• julho 28, 2021

Veja os cuidados para se prevenir contra o coronavírus

 Veja os cuidados para se prevenir contra o coronavírus

Foto: Reprodução

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Cobrir a boca e nariz ao tossir ou espirrar, lavar as mãos e evitar contatos com pessoas doentes são algumas das orientações do Ministério da Saúde para se prevenir contra o novo coronavírus.

O ministério elaborou uma relação de cuidados básicos de prevenção para reduzir o risco de contrair ou transmitir o vírus

Quais são os cuidados

  • Cobrir a boca e nariz ao tossir ou espirrar;
  • Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal;
  • Limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado;
  • Lavar as mãos por pelo menos 20 segundos com água e sabão ou usar antisséptico de mãos à base de álcool;
  • Deslocamentos não devem ser realizados enquanto a pessoa estiver doente;
  • Quem for viajar aos locais com circulação do vírus deve evitar contato com pessoas doentes, animais (vivos ou mortos), e a circulação em mercados de animais e seus produtos.

Alguns especialistas até defendem que é hora de adotar o isolamento para quem tem a opção de ficar em casa. É o caso do virologista e professor no Instituto de Ciências Biomédicas da USP (Universidade de São Paulo) Paolo Zanotto, que declarou em um artigo publicado na quinta-feira (12) na Folha de S. Paulo que é “prudente assumir um risco elevado” o quanto antes. Para evitar um número grande de mortos pelo vírus, ele sugere um regime de isolamento amplo, ou seja, que escolas sejam fechadas e que pessoas trabalhem de casa e evitem sair na rua.

Segundo Zanotto, intervenções como essa antes do crescimento exponencial da doença foram responsáveis pelo comportamento ascendente moderado da covid-19 em Singapura, Japão e Hong Kong. Além disso, a medida impediu a saturação do sistema hospitalar.

O epidemiologista Alexandre Kalache, que dirigiu o programa de envelhecimento da OMS (Organização Mundial da Saúde), declarou em entrevista ao VivaBem que é preciso ter bom senso e fazer o possível para se proteger e também cuidar dos idosos (que sofrem mais com a doença):

Não está na hora de viajar, de ir ao teatro. Está na hora de evitar aglomerações. Temos que ter cuidado para não espalhar uma infecção grave como essa a pessoas mais suscetíveis”Alexandre Kalache, epidemiologista

Nancy Bellei, professora e médica infectologista da Escola Paulista de Medicina da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), concorda que, se todos ficarem dentro de casa, a epidemia não vai avançar. Porém, ela questiona se medidas do tipo são factíveis. “Conseguimos ter aulas online para quem estuda na rede pública? É uma doença social. Qualquer atitude tem impacto no comportamento das outras pessoas. Elas precisam trabalhar, deixar filhos na escola. Como uma mãe ou um pai que trabalha vai continuar empregada se tiver que cuidar do filho em casa?”

A infectologista, no entanto, diz que, se o escritório recomenda que os funcionários fiquem em casa ou se a escola entrou em um acordo com os pais, tudo bem. Mas não é possível mandar que a população toda faça isso por conta própria.

Já Fernanda Maffei, infectologista da Santa Casa de São Paulo e do Hospital Samaritano, diz que, neste momento, não há nenhuma recomendação que prove que o isolamento só de parte da população dará resultado.

Tem que ser uma ação conjunta. Ou fecha tudo e todos param ou mantém as atividades com parcimônia”Fernanda Maffei, infectologista

Segundo Maffei, manter apenas parte da sociedade (talvez a que tenha maior poder aquisitivo e que tem a possibilidade de fazer home-office) em casa não resolve do ponto de vista de política pública.

“Acho que todo mundo deveria seguir uma diretriz conjunta do ministério. As pessoas deixam de ir à escola ou faculdade e vão ao cinema. Não faz sentido.”

Redação

redacao@tomenoticia.com.br

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